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Archive for the ‘Ateísmo’ Category

Aproximando-se o natal, os ateus começam a remexerem-se em suas cadeiras…

A última foi esta aqui.

Uma rápida olhada e já vemos a inconsistência. Seria interessante perguntar (obtendo respostas) aos idealizadores da tal campanha:

  1. Como é que eles sabem que o nascimento de Cristo (supostamente, pois um presépio está inserido no Outdoor) é um mito?
  2. Como é que eles sabem que outras pessoas também sabem que se trata de um mito?

Até agora, parece-me apenas aplicação de golpe. Imagine uma pessoa a argumentar mais ou menos desta forma:

Você sabe que eu tenho razão!

Ou ainda:

Todos aqui sabem, o Avaí é melhor que o Figueirense, ganhou do Santos…

É óbvio que se trata apenas de bravata, pois como é que o sujeito vai saber o que se passa na mente dos outros?

Seria isso a “celebração da razão”?

É apenas uma frase de efeito, ilógica, irracional, sem qualquer substância, com um apelo vazio.

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Essa imagem eu já conhecia faz tempo. Lembrei-me quando a vi no site Atheist Central.

Provavelmente, o autor do quadro motivacional (que é moda na internet faz tempo) é um ateu que tenta ironizar o fato de que grandes nomes eram ateístas.

Da esquerda para a direita, de cima para baixo, temos: Ernest Hemmingway, Abraham Lincoln, Carl Sagan, Mark Twain, Thomas Jefferson, Benjamin Franklin, Albert Einstein, e Charles Darwin.

Confesso que eu não conhecia a respeito de todas as figuras (em relação ao ateísmo), mas já sabia que Einstein, Franklin e Darwin com certeza estavam fora da lista. Mesmo assim, não fiquei surpreso ao ver que há apenas dois ateus de fato na imagem – Ernest Hemmingway, que será referido no final, e Carl Sagan.

Achei algumas fontes no próprio Atheist Central, mas não todas. Recomendo a leitura do original (já referido no início) se o leitor enteder bem o inglês.

Enfim, vamos aos “ateus”:

Abraham Lincoln

Depois de analisar uma série de declarações de Lincoln, só um sem vergonha poderia afirmar ou defender que ele foi ateu.

Mark Twain

Mesmo sendo um crítico da religião, não é o que podemos chamar de ateu:

God puts something good and loveable in every man His hands create.

None of us can be as great as God, but any of us can be as good.

Benjamin Franklin

Outro que não estava nem perto de ser ateu.

It is that particular wise and good God, who is the author and owner of our system, that I propose for the object of my praise and adoration.

Thomas Jefferson

Em uma de suas declarações, ele diz o seguinte:

But I have ever thought religion a concern purely between our God and our consciences, for which we were accountable to him and not to the priests.

Ou seja, está longe de ser ateu.

Albert Einstein

Este já havia se defendido das declarações alheias:

In view of such harmony in the cosmos which I, with my limited human mind, am able to recognize, there are yet people who say there is no God. But what makes me really angry is that they quote me for support of such views.

Charles Darwin

Mesmo sendo um dos ídolos do ateísmo moderno (neo ateísmo) por causa de seus estudos sobre evolução, a ponto da data de nascimento dele ser escolhida como a data do orgulho ateu*, Darwin não era ateu.

When thus reflecting I feel compelled to look to a First Cause having an intelligent mind in some degree analogous to that of man; and I deserve to be called a Theist.

Conclusão

Nada de novo.

Apenas neo ateus usando a ferramenta da internet para fazer propaganda do ateísmo, inflando o número de ateus.

E, claro, excluindo a história de Ernest Hemmingway, que não parece ser uma boa propaganda, e a de Sagan, um crente em vida alienígena (Isso porque Sagan dizia-se cético. Hawkings tem para quem puxar…)

*Eu sei que o que a ATEA quase sempre não representa os ateus. E nesse caso, tenho quase certeza, pois pouca gente foi consultada sobre o assunto. Estou a falar de um caso isolado.

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Enfim, este é o motivo: Segundo Dawkins, o Dr. William Lane Craig é um criacionista.

O que é uma covardia sem tamanho, pois Craig é evolucionista. Dawkins inventou isso apenas para fugir do debate. Esta é a única explicação que faz sentido.

Ele ainda argumenta dizendo que está muito ocupado, dando a entender que não tem tempo a perder com debates com criacionistas… O que parece ser mentira, pois se Dawkins fosse mesmo um cara ocupado, não perderia seu precioso tempo com esse tipo de planos.

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Este argumento se apóia na diversidade e inconsistências de revelações em diferentes religiões, apresentando-as como evidência contra a existência de Deus. É suposto também que os religiosos defendam uma inerrância bíblica (Não irei defender outra forma de teísmo aqui) ou que a bíblia é evidência de que Deus existe, para que o argumento tenha valor.

Tal argumento é proposto até mesmo com roupagem estatística, e chega até mesmo a calcular uma percentagem para a possibilidade de uma crença ser real (o que é um delírio, uma vez que o conceito de chance simplesmente não se aplica a esta questão).

Não se escolhe uma religião por sorteio nos dados ou no bingo do bairro. Simplesmente não faz sentido calcular percetagens, porque estas não tem valor algum para o assunto (Red herring). O autor parte do princípio que o teísta religioso escolhe sua religião dentre uma “lista” e que esta está sujeita às chances, ou à aleatoriedade…

Um espertinho poderia até mesmo inverter a falácia e colocar a grande quantidade de religiões contra o ateísmo, alegando que “Com tantas religiões, é altamente improvável que o ateísmo esteja certo”. Mas não faremos isto aqui.

O argumento ainda defende que “revelações inconsistentes entre si são evidência de que não são reais, e portanto, Deus provavelmente não existe”. E também que a presença de contradições em livros da revelação (nesse caso, estamos a falar da bíblia) iriam pelo mesmo rumo. Talvez esteja, então, explicado porque alguns ateus (especialmente antiteístas) focam tanto em pregar contradições bíblicas, mesmo que sem sucesso.

Enfim, vamos montar este argumento (já considerada a posição dos religiosos perante a revelação divina):

  1. Há muitas revelações divinas apresentadas por diferentes religiões;
  2. Estas revelações não estão perfeitamente de acordo entre si;
  3. As contradições e desacordos entre revelações diferentes não estão de acordo com a existência de Deus;
  4. Logo, provavelmente Deus não existe.

O erro está presente na terceira premissa, em apresentar as diferenças entre as revelações como argumento contra a existência de Deus. A crença em Deus não é necessariamente religiosa (eu, por exemplo, não me encaixo no perfil religioso, mesmo sendo cristão – A definição “teísta cristão” é preferível a “religioso”). Só isso já invalida qualquer crítica ao teísmo através da religião e das diferenças entre elas. Logo, a conclusão que segue é inválida.

A menos que o ateu demonstre que a fé na existência de Deus, em um caso particular, é obrigatoriamente religiosa (não confundir com a fé em Deus).

Ou seja, um ateu a apresentar o argumento pode até alegar que o cenário contrário (revelações a concordarem entre si) seria mais esperado se Deus existisse, mas será questionado sobre a validade dessa alegação.

E o mais curioso é que não são apenas as diferenças entre revelações que são criticadas pelos ateus. As partes consistentes, entre diferentes relatos, também são criticadas, pois daí o ateu assume que religiões podem ser cópias das outras, como foi feito (inclusive, muito mal feito) em Zeitgest. Em resumo, não parece haver escapatória para os teístas, pois os ateus, ao aplicar esta dupla argumentação, praticamente anunciam: ímpar eu ganho, par tu perdes.

Não importa se os relatos estão de acordo ou não: Se estiverem, é evidência de que Deus não existe, e se não estiverem também o são. Isso, claro, na cabeça deles.

No mais, é uma variação do argumento de que se Deus existisse e fosse único, não haveriam várias religiões. O que incorre na falácia de crença e/ou descrença pessoal, pois a crença em geral, bem como de determinados grupos específicos, não serve como argumento objetivo.

Ou seja, o argumento está refutado enquanto proposta a a diferença entre as revelações como suporte à hipótese de que Deus não existe, além de ser facilmente invertido e lançado contra o próprio ateísmo (que resulta na mesma falácia, como já foi demonstrado, e por isso não é recomendável para uso em discussão).

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Não por acaso, após publicar uma entrada sobre as manipulações do evolucionismo por parte de ateus/neo ateus como forma de refutar o criacionismo e o teísmo cristão, eis que me aparece um vídeo intitulado TOP10 de Argumentos Criacionistas, traduzido pela (adivinhem!) LIHS (Liga Humanista Secular do Brasil). Mais especificamente, o editor Pedro Almeida.

E se o Pedro Almeida que traduziu o vídeo for o mesmo Pedro Almeida que escreveu um certo texto há uns tempos atrás, que foi esculhambado pelo Luciano (Eu iria refutar, mas ainda não tinha criado o Blog, por isso pedi a ele que fizesse uma refutação), eu aposto que teremos problema nessa tradução.

O vídeo (original do site “The Thinking Atheist”) é uma mistura de bagunça dos conceitos evolutivos com má representação de argumentos criacionistas (de modo que nenhum, absolutamente nenhum argumento dentre o “Top 10” é defendido pelo criacionismo), com muita palhaçada e algumas bravatas.

E justamente por não ser uma representação fiel de nenhum dos dois lados – o que leva a pensar se “Pensante” é mesmo uma qualidade dele, pois a forma como a argumentação está estruturada fere os princípios mais básicos da lógica. Pelo fato dos argumentos não serem representação do criacionismo é que não valem como argumentos contra o próprio. Uma rápida investigada no vídeo acima e já vemos as primeiras pérolas.

Início

O vídeo começa alegando que os argumentos a favor da existência de Deus são semelhantes às letras de musiquinhas de programas familiares, e em seguida cita o Design Inteligente, explicando que “pode não fazer sentido, mas todos conhecem as palavras, e é legal cantar junto às vezes”.

Ou seja, para o “ateu pensante”, o DI é um argumento a favor da evidência de Deus, quando na verdade, o DI não faz qualquer juízo de valor sobre a identidade do suposto designer.

Até agora, de pensante esse aí não tem mais do que a alcunha…

Enquanto conta a piada, a tela mostra os supostos argumentos para a existência de Deus:

  • Minha crença prova Deus;
  • É uma relação pessoal;
  • As escrituras são autênticas;
  • A ciência não é confiável;
  • Evolução requer fé;
  • Complexidade Irredutível;
  • “Eu só sei”;
  • Sem Deus, sem moral;
  • Sinais, maravilhas e milagres;
  • Kum ba yah (Uma música).

É isso mesmo. Estes são os argumentos a favor da existência de Deus para o ateu. Curiosamente, nenhum deles é defendido pelo teísmo. Talvez seja uma outra forma de teísmo. Talvez seja um teísmo que o ateu inventou em sua cabeça.

A partir daí, temos a apresentação dos supostos argumentos criacionistas. Naturalmente, a maior parte não passa de provocação, pois como podemos ver, nenhum dos argumentos a seguir são defendidos pelo criacionismo (E os que seriam, foram maquiados, invalidando-os).

Argumento número 1

Argumento criacionista: “Datação por carbono (14) não é precisa para determinar a idade da Terra”

Resposta do vídeo: Apresentação de vários outros métodos de datação, todos eles baseados na radiometria, e da precisão do método em medir os radioisótopos.

Por que o argumento 1 é inválido?

Porque se trata de maquiagem do original defendido, que é a imprecisão da radiometria para a medição do tempo que passou. Tal imprecisão é determinada pelas suposições anticientíficas assumidas a priori antes da datação, e confirmadas pelo erro encontrado em tais métodos.

Haverá uma entrada específica sobre a datação radiométrica neste blog, mas por enquanto vamos focar no básico: A datação radiométrica mede a diferença entre diferentes isótopos radioativos (pai e filho) e a partir daí infere que tanto tempo passou, com base nos cálculos de decaimento já conhecidos.

A refutação para qualquer datação apresentada através de radiometria é simples:

  1. Nenhum geólogo observou a formação da rocha, nem mediu a composição inicial de isótopos pai e filho;
  2. A possibilidade de contaminação de rochas e a impossibilidade de medição da mesma por métodos não radiométricos.
  3. Há também o problema do decaimento radioativo constante, não comprovado e refutado segundo evidências.

Mas a principal refutação ao método radiométrico é a própria experimentação. Isto é, quando medimos rochas com alguns anos de idade, o método aponta milhões (e até mesmo bilhões!) de anos. Isso também será discutido na entrada sobre o método radiométrico.

Como houve maquiagem, o ateu já começou roubando nas cartas. Ele segue afirmando que o método é fiável porque mede com precisão os radioisótopos (o que é verdade, mas nunca foi objeção do criacionismo, uma vez que o erro está na interpretação do tempo que passou).

Argumento número 2

Argumento criacionista: “Você não pode provar evolução”

Resposta do vídeo: Citação das descobertas na área genética, revelando que todos os seres vivos evoluíram e evoluem, e usando similiaridades entre DNA de vários seres vivos para “provar evolução”.

Por que o argumento 2 é inválido?

Novamente, por maquiagem do argumento. Desde quando o criacionismo diz que o evolucionismo não é ciência? Pelo contrário, como já demonstrei neste post, é justamente o contrário: O criacionismo só pode ser explicado perante os processos evolutivos.

O sujeito cita também as similaridades genéticas, mas parece não saber que a semelhança genética com o chimpanzé (de 98% e 99%) não passa de enrolação.

Depois ele cita Stephen Jay Gould, que só cai no mesmo erro de refutar uma maquiagem.

Até agora, nada de relevante para o criacionismo.

Argumento número 3

Argumento criacionista: “Se o homem evoluiu do macaco, por que é que ainda temos macacos?”

Resposta do vídeo: Nenhuma, apenas ridicularização e uma analogia EUA-Inglaterra.

Por que o argumento 3 é inválido? Porque essa palhaçada de macacos nunca foi defendida pelo criacionismo.

Argumento número 4

Argumento criacionista: “O olho humano é complexo demais para ter evoluído”

Resposta do vídeo: Maquiagem do original, tranformando-o em complexidade irredutível (que também não foi refutada). Citação da euglena e sua evolução de antenas para luz, e de moluscos e águas vivas evoluíram com graus diferentes de visão. Citação do olho humano como mais impreciso do que o olho do polvo e do “corujão”, dizendo que Deus se importou mais com o design da coruja do que com o dos seres humanos…

Por que o argumento 4 é inválido?

Porque praticamente tudo o que ele disse ou é falso ou não tem ponta por onde lhe pegue.

No caso da euglena, ele já errou feio, pois as antenas da própria sequer são fotossensíveis. Para mais, a evolução é assumida a priori, uma vez que não é observada nos moldes necessários pelos naturalistas (em outras palavras, de forma que refute o criacionismo).

No caso dos moluscos e águas vivas, o erro se repete. Ao que parece, o sujeito deve achar que o fixismo também é defendido pelo criacionismo. Mas, como ele não alegou isso, deixarei como está (inválido por causa da falsa premissa evolutiva).

Depois disso, vem o escárnio, dizendo que Deus deu mais atenção aos olhos do corujão do que aos dos seres humanos… Ora, mas que raio de argumento é esse? Onde é que o criacionismo defende que o ser humano é o animal com os melhores olhos do reino animal?

Novamente, não passou de palhaçada. O autor ainda não saiu do zero…

Argumento número 5

Argumento criacionista: “O ateísmo é, na verdade, uma religião”

Resposta do vídeo: Apresentação de analogias: O ateísmo está para religião como não colecionar selos está para um hobby, e como não fumar está para um hábito.

Por que o argumento 5 é inválido?

Porque esse argumento sequer é criacionista. No mínimo, é uma crítica ao ateísmo militante, devido às atitudes parecidas com o de alguns grupos religiosos (incluindo a pregação). E, como não é um argumento criacionista, já vai cedo para a lata do lixo.

O sujeito continua no zero.

Argumento número 6

Argumento criacionista: “O cientista X acredita em Deus!”

Resposta do vídeo: Apresentação de Newton como um Alquimista. Qualificação de “cherry-picking” e retribuição da falácia, alegando que 93% dos membros da NAS (National Academy of Science) rejeitam o conceito de Deus. Apresentação de muitas organizações científicas de respeito que rejeitam o Design inteligente e suportam a Evolução por seleção natural.

Por que o argumento 6 é inválido?

Novamente, o autor erra em tudo, desde o princípio. O argumento claramente não é criacionista, e muito menos teísta. Trata-se apenas de uma refutação à alegação ateísta de que cientistas de verdade não acreditam em Deus (mais ou menos como Craig Venter disse na entrevista à Veja).

E mais uma vez ele demonstra não saber o que é lógica, pois apresenta Newton como um alquimista. Até onde sabemos, Newton fazia experimentos sobre alquimia, mas onde é que isso desqualifica sua obra? Dawkins prega memética, e os neo ateus vibram com isso. Isto apenas para mostrar que a crença alheia não influencia na validade do trabalho (No caso de Dawkins e seu livro “Deus, um delírio”, a desqualificação se dá pela grande quantidade de estratagemas erísticos e falácias por suas páginas, mas não pela crença de Dawkins em memes).

Sobre os 93% dos membros da NAS, o Luciano Ayan já escreveu uma refutação.

Já sobre as organizações, novamente há confusão, pois criacionismo não é sinônimo de Design Inteligente. E nem estes dois de evolução. O ateu fala de modo a defender a falsa dicotomia, uma vez que o Criacionismo e o Design Inteligente não são contrários à evolução por seleção natural.

Mais uma bola fora dele, e bem longe.

Argumento número 7

Argumento criacionista: “Então, tudo aconteceu por acaso?”

Resposta do vídeo: Apresentação da (já conhecida) seleção natural, e pregação de evolucionismo.

Por que o argumento 7 é inválido?

Porque a seleção natural, como ele já deveria saber, não é uma explicação contra o Criacionismo. Parece que os ateus evolucionistas fazem de propósito, pois toda a vez temos de falar que a seleção natural é apenas seleção do que já existia e não se aplica à questão da origem da vida, ao passo que é necessária para que o criacionismo tenha sentido. Justamente por isso, esse argumento não é suportado pelo criacionismo.

A pregação já foi desconsiderada. E o ateu continua no zero, desde o início.

Argumento número 8

Argumento criacionista: “Os EUA foram fundados como uma nação cristã”

Resposta do vídeo: Alegação de que a constituição estadunidense não menciona Deus, e a separação entre o estado e religião, explicação para a frase “In God we trust” no dinheiro, e expondo o deísmo ou ambivalência dos primeiros presidentes dos EUA.

Por que o argumento 8 é inválido?

Porque novamente o argumento apresentado não tem nada a ver com criacionismo.  Nota para o erro de tradução, no que diz respeito aos primeiros presidentes dos EUA: O tradutor traduz “Ambivalente” como “indiferente”, que já causa confusão.

Mas, como esse argumento não tem absolutamente nada a ver com o assunto, vamos deixar a qualidade da tradução pra lá. Já vamos para o penúltimo, e até agora, o ateu não chegou perto de marcar…

Argumento número 9

Argumento criacionista: “Segunda lei da termodinâmica”

Resposta do vídeo: Uma explicação rápida sobre a segunda lei, e a suposta falha devido à Terra ser um conjunto aberto, além da “proposta” de frustração do argumento através de questionamento do proponente, que provavelmente não saberá as outras leis.

Por que o argumento 9 é inválido?

Porque houve maquiagem. A proposição original diz respeito ao Universo, e não à vida na Terra, não se trata apenas de “cuspir” a segunda lei em uma discussão. Por causa da maquiagem, o argumento dele já é desconsiderado.

O autor também se atrapalha todo, pois se a proposição foi feita sobre a origem da vida, como é que ele “refuta” a objeção com os organismos vivos na premissa?

Sobre a “frustração”, é até possível que o objetor não saiba das outras 3 leis, mas no que isso interfere? Basta o objetor responder que é irrelevante, e seguir com o questionamento. Mas, se alguém tiver interesse em decorar as leis da termodinâmica, só para encurralar um ateu espertinho, pode dar uma vista de olhos aqui.

Detalhe: As leis da termodinâmica seguem a sequência 0,1,2,3, e não 1,2,3,4, que foi a forma adotada pelo autor do vídeo. A segunda lei, nesse caso, ficaria na terceira posição. Ele já errou aí.

Outro erro grosseiro do autor é que ele classifica o Sistema Fechado como aquele que não troca massa e nem energia. A definição real de sistema fechado é aquele que troca energia, mas não massa. Ele descreveu, por engano, o Sistema Isolado.

Ao que parece, ele sabe menos ainda do que aqueles que critica…

Vamos para o último argumento. Até agora, nada além de brincadeiras, provocações e trapalhadas do próprio autor do vídeo.

Argumento número 10

Argumento criacionista: “Adolf Hitler era ateu!!”

Resposta do vídeo: Apresentação de falas do próprio Hitler, e suas alegações racistas em seu livro (Mein Kampf). Identificação de provocação por parte dos criacionistas, seguido de auto-ajuda ateísta e provocação (sim, logo após reclamar de provocação dos outros, o sujeito parte para provocação, como fez em vários pontos de seu vídeo), dizendo que invocar Hitler seria “distração para as pessoas para que não percebam a evidência verdadeira que Deus só existe na imaginação humana”.

Por que o argumento 10 é inválido?

Não acho que precise dizer o motivo. O próprio ateu sabe que é provocação – E mesmo assim, ele diz que Hitler era católico. Curioso que ele use as declarações do próprio Hitler como evidência. Afinal, o que define um católico é a alegação de que ele é um católico, e não suas práticas (pode-se dizer que praticar matança não é uma atitude católica, ao passo que é comum e aceite em países ateístas como a China de Mao e a Rússia de Stálin).

Poderíamos sugerir que ele lesse outras obras, como esta aqui. Haverá um post sobre isso, inclusive.

Logo depois da identificação de provocação, ele alega algo que não provou: Que Deus só existe na mente humana. Se isso não é provocação do ensino fundamental, é no mínimo falácia.

Conclusão

Após a apresentação de 10 argumentos falsamente defendidos pelo criacionismo (6 deles não correspondem a críticas criacionistas, e os outros 4 foram maquiados de forma a esconder pontos importantes das críticas), o autor segue com auto-ajuda e “guruzando” os espectadores ateus/neo ateus: “Nossa visão de mundo é baseada em evidência, e a deles não”.

É apenas a típica pregação ateísta de Dawkins e sua turma. O sujeito não apresentou um único argumento válido do criacionismo, maquiando alguns, e fazendo de conta que refutou, errando feio até em definições básicas de ciências. Definições básicas que o tradutor também não percebeu, e deixou passar em branco*.

O vídeo, apesar de errado em tudo que prometeu, ainda nos é útil, em especial a quem ainda defende dessa forma o criacionismo ou o teísmo cristão. Para mais dicas de argumentos inválidos para o criacionismo, consulte esta página do Answers in Genesis.

*Edição: O tradutor Pedro Almeida, da LIHS, denomina-se, no site da LIHS:

“Graduando em engenharia elétrica pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), trabalha com pesquisa experimental e desenvolvimento nas áreas de eletrônica de potência e iluminação moderna na mesma instituição”

É melhor que ele não deixe seus colegas de engenharia verem aqui os erros fáceis que ele deixou passar, uma vez que física é uma matéria básica para estudantes de engenharia.

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Aqui inicia a série de entradas sobre evolucionismo e a teoria da evolução*.

Vale lembrar que este blog não defende o evolucionismo fora da ciência (que é o evolucionismo que não se sustenta nas observações científicas, mas em métodos que, como será discutido mais à frente, não são fiáveis no que toca a ciência).

Enfim, será apresentada uma análise breve de como se dá evolução, cientificamente, e então serão apresentadas as contradições entre o evolucionismo científico e o criacionismo bíblico.

Mecanismos/Processos evolutivos

  • Adaptação;
  • Deriva genética;
  • Especiação;
  • Fluxo gênico;
  • Mutação;
  • Seleção natural.
  1. Adaptação:  Características presentes em seres vivos que beneficiam os indivíduos em determinado habitat. Tais características são adquiridas através de variação entre gerações, sendo filtradas por seleção natural;
  2. Deriva genética: É responsável pelas mudanças em ocorrências de genes (alelos) variantes em uma população. Difere da seleção natural por não possuir um padrão de observação, sendo, portanto, considerada aleatória;
  3. Especiação: Processo que dá origem a novas espécies de seres vivos, através de processos que ocorrem em espécies que já existem;
  4. Fluxo gênico: É a tranferência de genes entre populações de uma mesma espécie. É um processo que age na direção oposta à especiação, recombinando o pool genético em pelo menos uma das populações;
  5. Mutação: Representa as mudanças que ocorrem em sequências de nucleotídeos no material genético (Pool genético) de um ser vivo ou população. Não são necessariamente transmitidas à descendência;
  6. Seleção natural: Trata-se da simples seleção dos organismos mais adaptados a um determinado habitat. Organismos mais adaptados e que possuem maior chance de sobrevivência geralmente terão vantagens sobre os menos adaptados.

Existem contradições entre os mecanismos/processos evolutivos e o relato criacionista bíblico?

Não existem. Pelo contrário, o modelo criacionista, enquanto proposto como explicação do surgimento e desenvolvimento da vida, depende de alguns os processos acima. Alguns exemplos:

  • Sem a adaptação, não se poderia explicar a presença de seres vivos de mesmo gênero adaptados a diferentes climas (como os ursos polares, por exemplo), caso considere-se que a vida foi criada, inicialmente, em uma única porção da Terra (o que não é defendido pela bíblia, inclusive).
  • Sem a especiação, não se poderia explicar a biodiversidade atual a partir de um número menor de tipos criados (principalmente após o dilúvio), respeitando-se a diferença entre o conceito atual de espécie (cunhado por Lineu no século 18) e o conceito bíblico, não especificado, que pode ser muito mais abrangente.
  • Sem mutações genéticas, não se poderia explicar a variação que ocorre nos seres vivos, ou a deterioração fenotípica das formas de vida, incluindo o “mau design” de Dawkins**.

Outros processos não apresentam problemas quando colocados à mesa com o criacionismo. Alguém a citar a seleção natural como forma de refutar o criacionismo não parece ser o tipo que estuda lógica.

Ora, mas se os mecanismos e processos observados na biologia não contradizem o criacionismo, porque é que alguns ateus apresentam a evolução como uma refutação ao criacionismo bíblico?

Podem ser várias razões. Vai desde a inépcia do ateu proponente até uma tentativa de enrolação, ou pregação de ateísmo.

E como podemos ver aqui, a biologia em uma discussão sobre criacionismo é sempre bem vindo.

*Este blog não propõe-se a ensinar evolução, embora possa se aprofundar em questões caso seja necessário para uma entrada específica.

**O “mau design” de Dawkins será discutido em uma entrada específica no blog.

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O conjunto de declarações do apresentador da Bandeirantes José Luiz Datena foi notícia em vários sites ateístas.

Não foi surpresa que surgiram vários defensores do ateísmo dispostos a meter um processo em Datena por causa de suas declarações, que têm claramente uma forte base emocional. E devido ao teor das declarações, nem mesmo os teístas podem apoiar esse posicionamento de Datena. Eu, inclusive, repudio completamente a atitude do apresentador.

Mas a ironia fica por conta do Bule Voador (blog sobre “humanismo secular”, porém adepto de pregação de ateísmo e ridicularização dos teístas e de religiões), que até se mostrou revoltado com as declarações de Datena, apesar de ser a favor de escárnio religioso e também de comentários agressivos aos teístas (ao aceitá-los).

O comportamento de praticamente todos os perfis ativos no blog Bule Voador (inclusive na caixa de comentários) é justamente o de desrespeito, ridicularização e difamação de qualquer religião (basicamente, não há limites para eles), bem como de religiosos. Não é preciso mais do que visitar o site para notar os tipos de “opiniões” que seus membros apresentam.

E vários destes  discursos são semelhantes (ou até piores em relação) ao do apresentador Datena. Mesmo que sejam curtos.

Ou seja: Os próprios participantes que dão corda para o Bule Voador, que se comportam como verdadeiros animais irracionais (só que perante o teclado, escrevendo), dia após dia, são aqueles que querem processar o Datena só porque ele (supostamente) discriminou alguns ateus. Ou seja, hipocrisia.

É como no futebol, quando os jogadores violentos de um time passam o 1º tempo a fazer faltas para provocar os adversários, e depois passam a cavar qualquer tipo de falta, conseguindo enganar o juiz devido à agressividade adversária.

Os neo ateus criticam, difamam e ridicularizam os cristãos, e quando um cristão se irrita com o ateísmo (que por sinal, nem mesmo os outros cristãos lhe dão suporte) eles apenas cavam a falta.

Não estou generalizando de forma alguma, porque alguns membros enxergaram nesse acontecimento uma chance de reavaliar o próprio comportamento.

E não é nem preciso defender o Datena para mostrar a hipocrisia. Até porque discordo da posição do apresentador. Mesmo assim, a falta de caráter de vários membros e comentadores da LIHS fica evidenciada. Querem processar um apresentador de TV por ter feito em um dia o mesmo que eles fazem praticamente todos os dias. Só isso já rende a piada.

Não fico surpreso. Nem os teístas deveriam ficar. É apenas confirmação do mau caratismo praticado pelos neo ateus.

Há até comparação de religiosos a usuários de drogas, sendo a religião a droga, em um dos comentários de uma entrada de lá.

Agora vamos à parte engraçada.

Este arquivo do Word está sendo distribuído no site do Bule. Ele contém as declarações do apresentador Datena. Mas não se riam…

Enfim, já chega de comentar sobre o Bule Voador*.

Sobre o caso Datena e a lei, o mesmo vale para os teístas. Quando um palhaço neo ateu chegar com pregação, e executando discurso de ódio contra os religiosos, os teístas também deveriam se defender. E disto, temos de sobra no Youtube. Temos o PC SiqueiraCauê Moura e até mesmo o Drauzio Varella – Dicas do Luciano Ayan.

*Uma das razões pelas quais não pretendo abordar a maioria dos argumentos apresentados pelo blog Bule Voador é justamente pela falta de lógica estampada em seus textos**. Eu até posso analisar alguns textos aqui, mas já deixo claro que não será o foco.

**Para se ter uma idéia, o administrador do Bule Voador, Marcelo Druyan, ainda usa o argumento de que não se prova inexistência. Só para que vocês tenham uma vaga idéia de como a lógica é tratada por lá...

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