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Archive for dezembro \06\UTC 2010

Antes de mais nada, leiam aqui.

Podem ler, também, no Bule Voador (aproveitem e leiam os comentários de lá, pois vamos usar alguns aqui).

Em resumo, está sendo contruído um parque temático criacionista, que, segundo este site, está tendo a quarta parte financiada pelo estado.

E por causa disso, vários ateus estão reclamando. E como veremos a seguir, não há um único argumento racional do lado deles.

Obviamente, não estou contando as alegações de que o tema do parque seria uma mentira, um mito, ficção, etc… pois não são argumentos, apenas baderna. Enfim ,vejamos a argumentação dos ateus no Bule voador – No outro canal, há apenas um comentário vazio (em termos de argumento):

Bosco: Investir vinte cinco milhões de dinheiro público num deserviço a ciência e na apologia da mentira! (…)

Análise: O comentarista apenas esqueceu-se de que o investimento também irá gerar empregos, direta e indiretamente. No mais, não há qualquer relação entre a construção de um parque e desserviço à ciência (o que seria isto, afinal?).

Continuando:

Gerson B: Que tal estátuas de adúlteras pros devotos treinarem sua pontaria em apedrejamentos? Pra mais realismo podiam usar aqueles alvos onde pessoas enfiam suas cabeças, só que em buracos no chão. Com adulteros de verdade, condenados pela lei civil. O Estado não vai colaborar?

Ou um parque com leões vivos onde os visitantes poderão demonstrar sua fé, como Daniel na cova! Emocionante (eu tinha pensado numa fornalha como a de Sadraque, Mesaque e Abednego, mas estamos em época de poupar energia. Leões são mais ecológicos e fofos)!

Análise: Aqui, apenas aplicação da técnica de que “A Bíblia e o Cristianismo são imorais pois a Bíblia tem coisas feias”. Ora, mas o propósito da Bíblia nunca foi ser um livro bonitinho… A Bíblia tem caráter histórico, e este não pode ser negado pela boa vontade de quem lê. Todos os relatos bíblicos que contém imoralidade em qualquer nível consta no registro por ser factual, e não por ser bonitinho.

No mais, apenas bobagens sem lógica.

Vamos para o próximo:

Gláucio Pigati: Eu acho isso ridículo. Não deveria ser permitido o uso de dinheiro público pra isso.
Poderiam usar qualquer outra temática, menos uma de cunho religioso.

Análise: Não há qualquer base para o que ele disse, apesar de respeitar a opinião dele.

Por que é que deve ser vetado a colaboração do Estado em obras que tenham cunho religioso, sobretudo quando esta obra gera empregos, o que independe completamente da religião? A opinião dele vai contra a definição de Laicismo. Laicismo que, supostamente, ele defende…

Enfim, esta é a pouca argumentação oferecida pelos comentaristas do Bule até agora.

O resto é apenas pérola e aplicação de falácias conhecidas, incluindo a velha estória de que “O dinheiro poderia ter sido usado para construir escola, hospital e delegacia”. Teve até gente falando que “O parque vai precisar da ciência para ser construído”.

Mas afinal, por que é que alguns ateus buzinam tanto com notícias como esta?

A resposta é simples: O ateu apenas revolta-se quando o beneficiado é o teísta, o religioso, ou a religião.

Se o financiamento fosse referente a um museu “comum”, com toda a mitologia darwinista (1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10 – Com os cumprimentos do Marcos Sabino), certamente nenhum ateu estaria a reclamar.

Pelo contrário. Acho até que iriam comemorar o “avanço da ciência” – apesar da ciência passar longe quando se trata da interpretação dos ossos dos dinossauros.

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