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Archive for agosto \28\UTC 2010

Difamação no Orkut?

Hoje de manhã, acessei o painel de controle do Blog e percebi que fui “clicado” em uma comunidade do Orkut. Os usuários do WordPress, especialmente os que possuem blogs, devem saber que o WordPress permite aos donos de blogs saber de onde foram clicados.

Por exemplo, se alguém colocar links para o meu blog em uma comunidade do orkut, eu posso aceder a ela com um único clique.

E foi exatamente o que fiz. Neste tópico da comunidade Debates: Religião e Ateísmo, um sujeito chamado Marcelo Vianna (que provavelmente é fake, mas não irei afirmar isto aqui) citou meu blog, perguntando a um membro da comunidade que postou ali, o MVR Gonçalves, perguntando se o blog era de sua autoria.

Reprodução da conversa entre os dois:

Marcelo Vianna:

MVR gonçalves, uma pergunta…
É você o autor deste blog?
https://defesabiblica.wordpress.com/
O autor se chama MVR, exatamente… É você?

MVR Gonçalves:

Não, me chamo Marcos Vinicius e moro em Manaus,
sou amigo do Rafael.

Marcelo Vianna:

Ah, ok.
É que esse blog é de um teísta se passando por ateu.

Marcelo Vianna:

*ateu se passando por teísta;

Em suma, uma difamação do início ao fim (por parte do “ateu” Marcelo Vianna*).

Enfim, aqui está um esclarecimento:

  1. Eu não sou o MVR Gonçalves. MVR é apenas o conjunto de iniciais do meu nome, e não possuo nenhum “Gonçalves” na família, muito menos este sobrenome.
  2. O MVR Gonçalves não tem qualquer participação neste blog, por sinal, eu nem o conheço, nem a ele e nem ao Marcelo.
  3. Eu não sou um teísta me passando por ateu, muito menos um ateu me passando por teísta. Sou um teísta, agindo como teísta, como normalmente é feito. Não sei de onde este sujeito tirou a idéia de que eu estou me passando por ateu, ou sou ateu. Sequer conheço ele, e tenho certeza de que não me conhece também, uma vez que eu não divulgo informação pessoal**.

Sei que é algo conhecido de todos, mas não podemos deixar de esquecer que não se pode confiar em tudo que os outros dizem. No caso desse Marcelo, então, nem se fala. Ele apenas disparou contra este blog sem causa alguma.

O pior é que ainda tem gente que acredita nisso.

*As aspas se devem ao fato de que, após observar a conduta do Marcelo Vianna, estereotipando ateus, cheguei à conclusão de que não bastam as declarações dele acerca de seu próprio ateísmo. Como ele é um ateu que critica Dawkins e outros neo ateus, imagino que ele possa ser, como alguns dos foristas da comunidade o acusaram, um teísta se passando por ateu, ou um troll. Mas não estou afirmando nada…

**Estou cogitando participar desta comunidade com um perfil de debates para explicar a situação… E também para debater, claro. Mas pelo que percebi, o nível dos debates nesta comunidade é, por vezes, baixo, membros ofendem-se com frequência, sem participação da moderação (embora alguns tenham sido expulsos por trolling, incluindo o próprio Marcelo Vianna). Se for o caso, não irei perder tempo participando, pois não vai ser produtivo.

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Enfim, este é o motivo: Segundo Dawkins, o Dr. William Lane Craig é um criacionista.

O que é uma covardia sem tamanho, pois Craig é evolucionista. Dawkins inventou isso apenas para fugir do debate. Esta é a única explicação que faz sentido.

Ele ainda argumenta dizendo que está muito ocupado, dando a entender que não tem tempo a perder com debates com criacionistas… O que parece ser mentira, pois se Dawkins fosse mesmo um cara ocupado, não perderia seu precioso tempo com esse tipo de planos.

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O evolucionismo teísta (não deve ser confundido com Criacionismo progessivo ou com Design Inteligente) é a idéia de que o evolucionismo pode ser conciliado com o relato da criação, que está contido no Gênesis (No caso do cristianismo – outros casos não serão abordados aqui).

Se me perguntarem, acho esta descrição (e outras parecidas) um bocado estúpida, uma vez que a verdade é que o criacionismo clássico (contextual) já vai muito bem com a ciência, principalmente com o evolucionismo. Já falei disto aqui. Uma descrição que cai melhor, então, é de que o evolucionismo teísta é a idéia de que a história evolutiva da vida (e não o evolucionismo) pode ser conciliada com o relato da criação.

Alargando um pouco mais esta definição, o evolucionismo teísta aceita a idéia de que Deus existe e é o criador da vida, mas apenas da forma inicial, que deu origem a todas as outras. A bíblia é para ser interpretada (e reinterpretada se for necessário) de acordo com o “conhecimento” de história evolutiva a um certo momento.

Em outras palavras, não é preciso ir muito longe para saber que o evolucionismo teísta vai diretamente contra o que diz a bíblia.

Aqui, mostrarei alguns motivos pelos quais o evolucionismo teísta deveria ser analisado e recusado pelos cristãos que o defendem (lembremos que não estou a falar do evolucionismo), da mesma forma que eu recuso.

O evolucionismo teísta faz uma apresentação falsa de Deus.

A bíblia diz que Deus é perfeito (Mateus 5:48) e Sua criação, perfeita (Deuteronômio 32:4) e muito boa (Gênesis 1:31). O apóstolo João nos diz que Deus é amor, luz e vida (I João 4:16 / 1:5 / 1:1-2).

A interpretação naturalista, ao admitir os processos evolutivos como principais agentes na diversificação da vida (principalmente com a morte, mas incluindo também a fome, as doenças e o predatismo em vários níveis) coloca-se contra estas e várias outras passagens bíblicas.

O evolucionismo teísta nega as principais doutrinas bíblicas.

A leitura “não literal” dos eventos do Gênesis (e, portanto, qualquer outra passagem) não é a forma correta de interpretar o relato da criação. Isso porque a leitura “literal”, que na verdade é contextual, é a única que se encaixa com a narração e com a doutrina bíblica.

Por causa disso, a maior parte das doutrinas bíblicas para de fazer sentido automaticamente. Alguns exemplos são:

  • A bíblia como sendo autoridade, toda ela inspirada por Deus (1 Timóteo 3:16);
  • Os 10 mandamentos, em especial o quarto, que menciona a semana da criação*;
  • A necessidade de arrependimento do Ser humano, por ter-se separado de Deus ainda no princípio (Gênesis 3) com a entrada do pecado no mundo, bem como praticamente tudo que diz respeito à salvação;
  • O nascimento virginal de Jesus Cristo como sendo a encarnação de Deus (não poderia ser explicado sem a “luz” darwinista, ou ainda, da própria biologia – uma mãe virgem?!);

Outro ponto importante é que Jesus Cristo menciona a Criação, sem margem de interpretação naturalista – macho e fêmea ao princípio (Mateus 19:4-5). Com a leitura naturalista, temos também que Jesus Cristo estaria errado (o que é improvável – Não sabia o filho do Deus Criador a saber do que falava?).

Obs: Isto acontece, também, para o Dilúvio e para o caso de Jonas (ambos também vistos como alegorias por alguns cristãos “não literais”).

Sendo assim, o evolucionismo teísta afasta o homem de Deus. Essa é a conclusão a que chegamos?

Talvez. Fica o espaço para os evolucionistas teístas cristãos defendam por qual razão devemos interpretar o Gênesis fora de seu contexto original.

Até agora, a leitura com base na história evolutiva da vida não passa de uma falsificação do texto original.

*Êxodo 20:11 explica a razão pela qual Deus criou o mundo em 6 dias, nem menos, nem mais. Portanto, a acusação contra os criacionistas cristãos de “Self Service” não é justificada.

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Após cerca de 1 semana parado por motivos de ordem pessoal e, mais recentemente, de saúde, o autor deste blog voltará a publicar novos textos em breve.

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O vídeo acima foi apresentado e traduzido pela LIHS, o que não surpreende. Ele consiste em uma entrevista dada por Stephen Hawking à rede de televisão estadunidense ABC.

O único conteúdo que me interessa aqui é uma declaração pra lá de duvidosa, feita pelo próprio Stephen Hawking, a partir dos 2:16 do vídeo:

Há uma diferença fundamental entre religião, que é baseada na autoridade,  e ciência, que é baseada em observação e razão. A ciência vencerá, porque funciona.

Hawking misturou, nessa pequena passagem, duas picaretagens já conhecidas compartilhadas com os neo ateístas, sendo duas principais na pregação de neo ateísmo (Lembre-se: O neo ateísmo difere-se do ateísmo clássico pelo disfarce científico de seus argumentos).

Opôr fé/teísmo à razão: A velha história de que “fé/religião e razão são auto excludentes”, que é apenas desconhecimento do significado de fé, de razão ou dos dois. Como ele não definiu razão, não há motivos para aceitar esse “argumento”.

A verdade é que não há problema em ter uma fé racional (Uma fé racional pode ser definida como a fé baseada em observações que estejam de acordo com um modelo teórico*, ou na lógica argumentativa), nem mesmo por definição.

Falsa dicotomia entre ciência e teísmo: Além de velha, esta é uma das principais técnicas empregadas na pregação de ateísmo, e pode ser apresentada de várias formas: desde a apresentação do evolucionismo como “Origem dos seres vivos complexos” até a defesa de uso do método científico para investigação religiosa, pesquisas envolvendo religiosos, dentre outros.

Mas, no caso de Hawking, é pregação explícita: “A ciência vai ganhar [contextualmente: da religião], a ciência e a razão não estão do lado dos religiosos, etc…”.

Ou seja, podemos confiar no que ele diz sobre física e cosmologia, mas quando fala sobre o teísmo, age feito um picareta…

E como se não bastasse, Stephen Hawking defende a existência de vida extraterrestre, o que é qualquer coisa, menos ciência. Talvez por este motivo ele ache que a razão não pode estar ao lado da fé religiosa…

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Este argumento se apóia na diversidade e inconsistências de revelações em diferentes religiões, apresentando-as como evidência contra a existência de Deus. É suposto também que os religiosos defendam uma inerrância bíblica (Não irei defender outra forma de teísmo aqui) ou que a bíblia é evidência de que Deus existe, para que o argumento tenha valor.

Tal argumento é proposto até mesmo com roupagem estatística, e chega até mesmo a calcular uma percentagem para a possibilidade de uma crença ser real (o que é um delírio, uma vez que o conceito de chance simplesmente não se aplica a esta questão).

Não se escolhe uma religião por sorteio nos dados ou no bingo do bairro. Simplesmente não faz sentido calcular percetagens, porque estas não tem valor algum para o assunto (Red herring). O autor parte do princípio que o teísta religioso escolhe sua religião dentre uma “lista” e que esta está sujeita às chances, ou à aleatoriedade…

Um espertinho poderia até mesmo inverter a falácia e colocar a grande quantidade de religiões contra o ateísmo, alegando que “Com tantas religiões, é altamente improvável que o ateísmo esteja certo”. Mas não faremos isto aqui.

O argumento ainda defende que “revelações inconsistentes entre si são evidência de que não são reais, e portanto, Deus provavelmente não existe”. E também que a presença de contradições em livros da revelação (nesse caso, estamos a falar da bíblia) iriam pelo mesmo rumo. Talvez esteja, então, explicado porque alguns ateus (especialmente antiteístas) focam tanto em pregar contradições bíblicas, mesmo que sem sucesso.

Enfim, vamos montar este argumento (já considerada a posição dos religiosos perante a revelação divina):

  1. Há muitas revelações divinas apresentadas por diferentes religiões;
  2. Estas revelações não estão perfeitamente de acordo entre si;
  3. As contradições e desacordos entre revelações diferentes não estão de acordo com a existência de Deus;
  4. Logo, provavelmente Deus não existe.

O erro está presente na terceira premissa, em apresentar as diferenças entre as revelações como argumento contra a existência de Deus. A crença em Deus não é necessariamente religiosa (eu, por exemplo, não me encaixo no perfil religioso, mesmo sendo cristão – A definição “teísta cristão” é preferível a “religioso”). Só isso já invalida qualquer crítica ao teísmo através da religião e das diferenças entre elas. Logo, a conclusão que segue é inválida.

A menos que o ateu demonstre que a fé na existência de Deus, em um caso particular, é obrigatoriamente religiosa (não confundir com a fé em Deus).

Ou seja, um ateu a apresentar o argumento pode até alegar que o cenário contrário (revelações a concordarem entre si) seria mais esperado se Deus existisse, mas será questionado sobre a validade dessa alegação.

E o mais curioso é que não são apenas as diferenças entre revelações que são criticadas pelos ateus. As partes consistentes, entre diferentes relatos, também são criticadas, pois daí o ateu assume que religiões podem ser cópias das outras, como foi feito (inclusive, muito mal feito) em Zeitgest. Em resumo, não parece haver escapatória para os teístas, pois os ateus, ao aplicar esta dupla argumentação, praticamente anunciam: ímpar eu ganho, par tu perdes.

Não importa se os relatos estão de acordo ou não: Se estiverem, é evidência de que Deus não existe, e se não estiverem também o são. Isso, claro, na cabeça deles.

No mais, é uma variação do argumento de que se Deus existisse e fosse único, não haveriam várias religiões. O que incorre na falácia de crença e/ou descrença pessoal, pois a crença em geral, bem como de determinados grupos específicos, não serve como argumento objetivo.

Ou seja, o argumento está refutado enquanto proposta a a diferença entre as revelações como suporte à hipótese de que Deus não existe, além de ser facilmente invertido e lançado contra o próprio ateísmo (que resulta na mesma falácia, como já foi demonstrado, e por isso não é recomendável para uso em discussão).

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O cristão Hitler

Alguns ateus apontam Hitler como um cristão. Geralmente, apontam como cristão católico, utilizando como base as próprias declarações de Hitler.

A meu ver, é apenas baixaria.

Sejamos justos, há cristãos que alegam que Hitler era ateu. Não deixa de ser baixaria apenas porque a alegação muda de lado.

Mas é curioso o fato dos ateus utilizarem declarações do próprio Hitler para confirmar esta posição. Será que eles confiam tanto assim na palavra de Hitler? Porque é que ele não haveria de mentir uma vez ou outra?

Enfim.

Há um livro que serve bem aos ateus que acusam Hitler de ser cristão com base no Mein Kampf. O nome do livro é Hitler’s table talk e reúne várias conversas de Hitler com outros líderes nazistas, geralmente na mesa de comer. O Marcos Sabino já tinha mostrado alguns excertos aqui, que irei traduzir.

Caso eu tenha errado em alguma tradução, por favor notifiquem-me.

“O golpe mais pesado que já atingiu a humanidade foi a vinda do Cristianismo. O bolchevismo é filho ilegítimo do Cristianismo. Ambos são invenções dos judeus.” (Página 13)

“Não se diga que o Cristianismo trouxe ao homem a vida da alma, visto que a evolução estava na ordem natural das coisas.” (página 13)

“O Cristianismo é uma rebelião contra a lei natural, um protesto contra a natureza. Em sua lógica extrema, o Cristianismo significa o cultivo sistemático da falha humana.” (página 57)

“A melhor coisa é deixar o Cristianismo morrer de forma natural. Uma morte lenta tem algo confortante sobre ele. O dogma do Cristianismo se desgasta perante os avanços da ciência. A religião terá de fazer mais e mais concessões. Gradualmente, os mitos desmoronam.” (página 65)

“O Cristianismo, é claro, atingiu o pico do absurdo a este respeito. E é por isso que um dia a sua estrutura irá desmoronar. A ciência já impregnou a humanidade. Consequentemente, quanto mais o Cristianismo se apega aos seus dogmas, mais rápido declinará.” (Página 66)

“Mas o Cristianismo é uma invenção de cérebros doentes: ninguém poderia imaginar nada mais sem sentido, nem qualquer forma mais indecente de transformar a idéia da divindade em um escárnio.” (página 150)

“Com tudo na mesa, não temos razão para desejar que os italianos e espanhóies devem libertar-se da droga do Cristianismo. Seremos os únicos imunes à doença” (página 151)

“Não se pode ter sucesso ao conceber quanta crueldade, ignomínia e falsidade a intrusão do Cristianismo tem escrito para este nosso mundo.” (página 294)

Mas se Hitler não apenas escusava de praticar o que o cristianismo prega, mas também agia ao contrário deste, e superando os antiteístas a difamar o cristianismo, por que é que insistem em dizer que ele era um Cristão?

Não vejo outras explicações além de ignorância ou um tipo de baixaria. Se alguém tiver alguma idéia, por favor, deixem-me saber…

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