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Archive for julho \27\UTC 2010

Muitos teístas ainda se confundem com os termos ateísmo e neo ateísmo, e essa confusão pode gerar problemas que, por enquanto, chamarei apenas de inconveniências. Esta entrada serve para explicar, de forma resumida, a ambos.

A começar pelo ateísmo.

O ateísmo é a descrença na existência de qualquer divindade. Ao declarar-se atéia, uma pessoa declara que não acredita que nenhuma divindade exista. Esse conceito permanece o mesmo em qualquer definição ateísta:  ateu forte, ateu fraco, neo ateu, e até mesmo ateu cristão (difícil de acreditar? Veja aqui e tire suas próprias conclusões).

Ou seja, o ateísmo é uma questão de crença. O ateu não crê em Deus, e o resto em que crê simplesmente não nos interessa. Da mesma forma, o ateu não alega ou pede que sua crença ateísta seja validada, nem cientificamente.

O ateu pode ou não ser cético, uma vez que não há correlação entre ateísmo e ceticismo (pois o ateu pode ser cético quanto à existência de deuses, mas um crente em memética, por exemplo). O correto é que o ateu admita isso, pois não pode comprovar seu ceticismo através do ateísmo.

E se temos honestidade por parte dos ateus, quando vemos o neo ateísmo, temos basicamente o contrário. De forma que a única semelhança com o ateísmo é a descrença na existência de Deus.

O neo ateísmo é marcado por ser supostamente baseado no conhecimento científico (o que será investigado aqui, neste blog), em especial no Evolucionismo, e também por uma oposição agressiva (e até mesmo fanática) ao teísmo, de forma que toda sorte de argumentação e estratégia é considerada válida para a crítica (sempre destrutiva) do teísmo e da religião.

E devido a esta oposição violenta, os neo ateus também são chamados de antiteístas.

O número de estratagemas aplicados por neo ateus é assustador, e vão desde os simples, ingênuos (como alegar que todos são ateus por não acreditarem em deuses de outras religiões – que é completamente falso, dada a definição de ateísmo com a descrença em qualquer divindade) até a dialética erística mal intencionada (documentada no livro Como Vencer um Debate sem Precisar Ter Razão, de Arthur Schopenhauer, comentado por Olavo de Carvalho).

E estes argumentos serão analisados e refutados neste blog. Será dado o direito a retribuição a quem quiser defender os argumentos neo ateístas.

Outra definição: Haverá uma distinção entre argumentos céticos, ateístas, antiteístas e neo ateístas, a nível de organização e de refutação.

Um fluxograma ilustra:

Enfim, esta será a forma de organizar os argumentos.

Isto será importante para que o foco seja mantido. Argumentos fora do escopo só serão comentados a respeito de sua invalidez, e somente quando for defendido aqui por seus criadores.

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Em 21 de Julho deste ano, Chico Anysio publicou em seu blog um desabafo intitulado DEUS? QUE DEUS?, que segue abaixo:

Mas e então? Que Deus é este que deixa que morra um menino de 18 anos, à espera de começar seu caminho na vida e deixa vivo e solto o animal que o atropelou, o débil  mental que faz de um tunel uma pista de corrida e simplesmente arranca da vida um ser bonito, jovem, ansioso por começar a viver, filho de uma mãe maravilhosa, como colega, como amiga  e como pessoa? Para onde Deus estava olhando quando isto aconteceu? Para onde ele olha enquanto negras magérrimas juntam areia a um pouco de água suja e dão para seus filhos na esperança de o salvar? Não é Ele que tudo sabe e que tudo vê? E como não vê o eterno inferno em que vivem judeus e palestinos por causa de dois palmos de terra? Deus é onipresente? E quando o Bruno matou ou mandou matar a mulher que lhe dera um filho e dele desejava o dinheiro suficiente para a criança sobrevier? Deus é onisciente? Então ele sabia que o Rafael teria que morrer naquele dia, naquela hora e daquele modo. Sendo assim, meus amigos eu deixo à disposição de todos a minha parte de Deus porque se Ele tem e é tantos “onis” e o mundo está como está, eu prefiro ficar sozinho.

A entrada de seu blog pode ser conferida aqui:

Tudo bem que Chico Anysio queira se expressar emocionalmente em seu blog após a barbaridade que aconteceu com o filho de Cissa Guimarães.

Só que Chico Anysio fez mais do que se expressar: Ele usou várias inconsistências em seu texto, para mudar o acontecimento real (Um acidente, que poderia ser evitado por ambos, uma vez que a interdição não era exclusiva a veículos) em uma versão que ele posteriormente tenta considerar contraditória com a existência de Deus (mesmo que implicitamente).

Por exemplo, em praticamente todo seu texto, ele usa uma versão estilizada do argumento do mal. Ele tenta defender que Deus, se é onisciente, saberia que Rafael Mascarenhas (O rapaz do acidente) morreria no acidente, e não fez nada para impedir, e daí passa a atacar o teísmo com a emoção. Ele cita até mesmo o caso do goleiro do Flamengo, Bruno.

William Lane Craig já esclareceu bastante sobre o argumento do problema do mal e de seu mau uso contra o teísmo, especialmente cristão, como pode ser visto neste vídeo.

E se como argumento contra o teísmo já não é válido, muito menos contra os atributos de Deus. De certo que Chico precisa de ler mais a bíblia, caso esteja a criticar o Deus cristão.

Mas agora vamos seguir a uma outra parte, que deve ser investigada: A manipulação por parte de ateístas para maquiar a emoção do humorista como um argumento ateísta. Ou, no bom português, a picaretagem.

Podemos começar pela Abril, que cita Chico Anysio como ateu. Isto pode ser visto aqui, no subtítulo. Esse é o segundo da fila do “telefone sem fio”.

A partir daí, qualquer blog ateu pode usar a suposta autoridade da Abril para citar Chico Anysio como ateu (O que não seria verdade, pois Chico Anysio não se revelou ateu). Por exemplo, o blog Bule Voador, que é neo ateísta, publicou uma entrada que intitula-se “Chico Anysio revela-se ateu, devido à morte de filho de Cissa Guimarães”. O que é falso, uma vez que Chico Anysio não se revela ateu, mas sim questiona sobre Deus baseado na emoção. E se Chico Anysio revelasse-se ateu com um texto destes, seria de se esperar crítica dos ateus (e não suporte), uma vez que estaria longe da racionalidade, sendo ateu por emoção.

A fraude se dá, também, pelo uso de fonte inadequada. A fonte original é o blog do próprio humorista, que sequer é citado na publicação do canal de notícias da Abril. O blog Bule Voador não citou a fonte original, mas sim uma fonte secundária. O que seria ingenuidade, ou talvez enrolação.

E na caixa de comentários, há também a declaração fraudulenta de Eli Vieira, que é um dos editores do Bule Voador. Ele alega que “religião comparada” é um dos argumentos mais forte para o ateísmo. Só que este argumento falha em suas duas principais propostas:

Uma é a insuficiência da fé para estabelecer qualquer tipo de conhecimento confiável (A fé não tem por objetivo gerar conhecimentos confiáveis em todas as áreas, e falta ainda que Eli especifique tais áreas e o método pelo qual é definida a confiabilidade).

E a outra é o estudo sobre a formação de mitos, incluindo Deus na lista de mitos junto com a montanha faminta dos Aymara ou bonecos de Vodum, que é um disparate total, até pela interpretação pueril de Deus que ele defende. Segundo Eli Vieira, “Deus nada mais é que uma PESSOA com as características surpreendentes de não ter corpo e ter exacerbadas suas capacidades de conhecimento e poder, ou seja, Deus é uma mente exagerada.”. Em outras palavras, não há nem como levá-lo a sério…

Em seguida ele vai derrapando com a velha dicotomia falsa entre o teísmo e a ciência. Isso não será comentado aqui por caridade. Mas farei um post sobre o assunto no futuro.

Há também uma entrada em um blog que costumo ler que explica boa parte da questão aqui.

Conclusão

O desabafo de Chico Anysio é até justificado emocionalmente, mas não fornece de forma alguma base racional para o ateísmo. Mesmo assim, ateus (ou seriam neo ateus) usam disso para pregar ateísmo, de forma que parece ser a mais fraudulenta possível.

Tal argumento, se for apresentado como base racional para o ateísmo, deve ser imediatamente colocado na cesta de lixo.

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Antes de tudo: Este blog defende o criacionismo bíblico, mas não se opõe ao evolucionismo teísta, nem à teoria do design inteligente*. Este blog também apóia o ensino evolucionista enquanto científico.

Criação vs. Evolução?

A relação entre criacionismo e evolucionismo é importante em um estudo sobre origens, até porque muita gente aplica os termos de forma errada (Por exemplo, como se o criacionismo e o evolucionismo fossem duas teorias separadas para explicar as origens da vida).

Ou seja, não há contradição em ser evolucionista** e interpretar o Gênesis de uma forma literal (mesmo que não seja completamente literal).

“Tipos” de criacionismo

Existem vários tipos de criacionismo. O criacionismo defendido por este blog é o criacionismo bíblico, ou seja, o que consta no livro do Gênesis, sob uma leitura mais literal. O criacionismo pode ser considerado:

– Terra jovem: O planeta Terra teria cerca de 6.000~10.000 anos.

-Terra antiga: O planeta Terra teria bilhões de anos.

Outra interpretação do Gênesis, chamada de Criacionismo Progressivo, baseado em uma leitura menos literal do Gênesis, admite que a criação de Deus foi realizada durante milhões de anos. Este também será comentado nesta categoria.

Outras teorias que dizem respeito ao criacionismo bíblico:

– A teoria da lacuna (gap), que colocaria um imenso espaço de tempo entre os dois primeiros versículos do Gênesis.

– A interpretação não literal da semana da criação, que considera os dias da criação como grandes períodos de tempo, nomeadamente, milhões de anos.

Há também criacionismo de religiões não cristãs, que não serão comentados aqui formalmente, embora o autor possa vir a utilizar trechos neste blog.

Interpretação do criacionismo e os argumentos contrários

E o criacionismo bíblico é interpretado de forma equivocada por muitos, que chegam até a criar uma dicotomia entre ciência evolucionista e o criacionismo bíblico. Abaixo mostrarei que tal dicotomia, ou conflito, é completamente inválido, enquanto considerados argumentos científicos.

– Um dos argumentos mais utilizados para separar o criacionismo bíblico da ciência evolucionista é a idade da vida. Pois, segundo o evolucionismo, a vida precisou de bilhões de anos para surgir, e muitos milhões para evoluir, diferenciando-se em todas as formas de vida que conhecemos (plantas, animais, bactérias, fungos etc).

Só que tal argumento se trata de ampliação: O evolucionismo, enquanto ciência, não trata de milhões de anos, mas sim dos mecanismos que causam a diversidade entre as espécies. Ou seja, o que é observado cientificamente.

Tais observações incluem: Adaptação, Especiação, Mutação genética e Seleção natural. Tais observações não contradizem o criacionismo bíblico, pois este não é fixista.

Curiosidade: Nem mesmo a Macroevolução (mudanças ao nível de espécie em indivíduos) serve para contrariar o criacionismo, uma vez que temos vários casos de rápida especiação. Estes serão mostrados no blog, e serão incluídos aqui.

– A geologia também é frequentemente utilizada para refutar o criacionismo, com dois argumentos principais: A datação radiométrica e a coluna geológica, que supostamente provaria que a vida não foi criada como descrito pelo Gênesis.

A datação radiométrica será investigada gradualmente aqui no blog. E será demonstrado porque esta não é fiável, e porque o criacionismo não pode ser refutado por ela.

Mas, por enquanto, um resumo: A medição radiométrica se dá pela medição de isótopos radioativos em amostras de rocha (mesmo quando datam fósseis), levando em conta o decaimento radioativo tabelado. E o motivo pelo qual o método radiométrico não é fiável é justamente o alto número de pressuposições tomadas pelos cientistas.

Algumas delas: Decaimento radioativo constante durante todo o tempo, formação da rocha exatamente como atualmente, ausência de contaminação radioativa, taxa inicial de cada isótopo na amostra, além do naturalismo sob a forma de uniformitarismo, que passa longe de ciência.

Lembrando que geólogos evolucionistas negam o dilúvio, e esta negação é uma negação a priori, ou seja, que não aceitam que a Terra um vez foi coberta de água. Tal posição não é sustentada cientificamente. O Dilúvio também será discutido neste blog.

– Sobre a coluna geológica, farei um texto exclusivo sobre ela. Por enquanto, temos apenas que a coluna não pode ser fiável quando da historicidade da vida na Terra pelo simples fato de existirem fósseis vivos. Isto será discutido em outros textos.

– Outros argumentos que supostamente refutariam o criacionismo seriam os argumentos . Mas estes não seriam válidos porque o Criacionismo não trata da astronomia, mas sim dos seres vivos. Mesmo assim, há quem use até mesmo o Big Bang contra o criacionismo… O Big Bang também será discutido no blog.

– Outros argumentos podem vir como alegações de que o criacionismo não é considerado ciência, de que cientistas criacionistas são minoria, e outros do tipo. Estes argumentos são rapidamente descaracterizados por não terem substância contra o criacionismo.

Conclusão

Então, podemos resumir, por enquanto, que o Criacionismo bíblico não é fixista, não recusa a seleção natural, e está perfeitamente de acordo com as observações científicas. É recomendado que se leia o relato da criação no Gênesis para tirar a dúvida. Este tópico será atualizado mediante a inclusão de novo material no blog.

Para além disso temos que os argumentos apresentados contra o criacionismo são, em sua totalidade, fruto de uso equivocado da ciência e de alegações que são de ordem até mesmo ideológica. E estes, quando apresentados, serão refutados.

Deixando bem claro que este blog não apóia o ataque ao evolucionismo, e muito menos à ciência. Tampouco defende que o cristianismo seja obrigatoriamente criacionista (de acordo com o relato do Gênesis, interpretado de forma mais literal).

*O design inteligente que será discutido aqui diz respeito ao design encontrado na natureza, principalmente nos seres vivos, e não necessariamente à Teoria do Design Inteligente (TDI ou Tedeísmo). Vale lembrar também de que o tedeísmo não é o mesmo que criacionismo.
**O evolucionismo, enquanto ciência observável, não encontra conflitos com o criacionismo descrito na bíblia, embora hajam encenações por parte de alguns evolucionistas naturalistas para dar esta impressão. Por isso, é importante diferenciar o que é científico em evolucionismo e o que não é. Haverá publicação sobre o assunto neste blog.

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Caso hajam alterações nas regras, informarei imediatamente, de forma que esta entrada será mencionada na página inicial do blog.

Lembrando que estas medidas são exclusivamente para a organização no blog, e também, que há total liberdade para discordar do que é apresentado aqui, tendo em vista que só haverá uma discussão se houverem argumentos.

Conto com a colaboração de todos.

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Antes de mais nada, o autor cumprimenta a todos que começam a frequentar este blog. Sejam todos bem vindos a este espaço.

Este blog foi criado para promover uma defesa consistente do cristianismo e repassar as informações para todos que tiverem interesse.

Também é do escopo transmitir conhecimentos em outras áreas para cristãos de forma que possam melhorar sua argumentação em defesa da fé cristã (Aqui, em fóruns sociais e até mesmo com amigos e vizinhos).

O nome do blog – Defesa Bíblica – foi escolhido de forma ambígua de propósito, uma vez que aqui defenderemos a autoridade e validade bíblica (tanto como Palavra de Deus quanto como fonte histórica fiável)  e também o cristianismo bíblico.

Este blog tem como público alvo todos os teístas cristãos, de qualquer denominação, mas também está aberto a todos que quiserem participar.

Outros assuntos que também serão tratados neste blog:

– Criacionismo, Evolucionismo e Design Inteligente, tal como as falsas dicotomias/tricotomias;

– Ciência;

– Análise de argumentos ateístas/neo ateístas/antiteístas/seculares (Sendo garantido o direito de resposta).

– E discussões que surgirem sobre os temas relacionados nas caixas de comentários.

Outros assuntos poderão ser adicionados com o passar do tempo. Isso será, obviamente, avisado.

Sugestões serão sempre bem vindas bem como analisadas, e podem ser feitas na caixa de comentários. Todos têm permissão para comentar os posts a qualquer hora do dia.

Para mais esclarecimentos de como usar o espaço do blog corretamente, criarei um tópico que diz respeito à conduta do participante do blog, tanto na caixa de comentários, quando na utilização do conteúdo do blog.

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